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São Paulo registra queda em roubos no 1º quadrimestre de 2026

Cidade de São Paulo e região metropolitana atingem os menores índices de criminalidade contra o patrimônio em 25 anos; feminicídios, porém, acendem alerta


Nos últimos dias, a população do Real Parque se assustou com assaltos à mão armada em estabelecimentos comerciais, notadamente, os restaurantes do bairro. Apesar disso, dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostraram que o índice de violência na cidade teve uma queda histórica no primeiro trimestre do ano.

De acordo com o relatório, divulgado no dia 28 de maio, o número de roubos de veículos na cidade de São Paulo apresentou uma redução de 34,7% em comparação ao mesmo período de 2025. O movimento é acompanhado pelos roubos de carga, que registraram o menor volume de ocorrências das últimas duas décadas.

Especialistas apontam que a integração de sistemas de monitoramento inteligente e o aumento do policiamento em eixos logísticos foram fundamentais para esses índices. Na Zona Leste, bairros como Cidade Tiradentes e São Mateus lideraram a queda nos indicadores criminais, com recuos que superaram os 40%.

De acordo com o levantamento da SSP-SP, Pinheiros permanece como o bairro com o maior número absoluto de registros de roubos e furtos, impulsionado principalmente pelo roubo de celulares. Em seguida, aparecem Perdizes e a região da Sé.

Os dados não mostram os casos específicos registrados apenas no Real Parque, mas sim, em toda a região do Morumbi, que faz parte da atuação do 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi). No ranking consolidado do primeiro quadrimestre de 2026, a região do Portal do Morumbi aparece em 12º lugar no ranking da capital em volume de roubos, com aproximadamente 105 registros oficiais apenas no início do ano. A região, porém, continua entre os bairros com os maiores índices de roubos a residências, apesar de ter registrado queda de 35,3% nos casos. A SSP aponta que a posição do Real Parque nos rankings tem melhorado devido ao programa "Vizinhança Solidária" e ao reforço do policiamento preventivo nas rotas de saída para as marginais. Embora o volume absoluto de crimes no Real Parque seja muito menor do que no Centro, o "ticket médio" do prejuízo (valor dos bens levados) costuma ser um dos mais altos da cidade.


Homicídios e latrocínios em queda


A violência letal também seguiu tendência de baixa. Em todo o Estado, os latrocínios (que são os roubos seguidos de morte) caíram de 51 para 31 casos. Na capital, os homicídios dolosos recuaram 6% no primeiro trimestre, consolidando São Paulo como uma das capitais com a menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes no Brasil.

O desafio da violência contra a mulher

Apesar dos números positivos na maioria dos indicadores, o balanço da SSP-SP trouxe um dado alarmante: o aumento de 41% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 em todo o estado. Foram 86 vítimas fatais registradas nos primeiros três meses do ano. Embora o mês de abril tenha apresentado um respiro na capital — com zero feminicídios registrados na cidade de São Paulo —, o governo estadual reforçou que as políticas de proteção à mulher e o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores serão intensificados para reverter a tendência anual.

Resumo dos indicadores (Janeiro a abril de 2026):

  • Roubos em geral: Queda de 18% (melhor marca em 25 anos).

  • Roubo de veículos: Recuo de 34,7%.

  • Latrocínios: Redução de 39,2% no Estado.

  • Feminicídios: Aumento de 41% no primeiro trimestre.


 
 
 
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